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Projeto de depósito de gás classe 4: como fazer?

Índice

A elaboração de um projeto de depósito de gás classe 4 é fundamental para garantir a segurança, a eficiência operacional e o atendimento às normas regulamentares vigentes. 

Investir em um projeto adequado assegura a integridade física das instalações, mas também proporciona tranquilidade aos revendedores e à comunidade em geral. A conformidade com regulamentações, como a NBR 15514 da ABNT, além dos critérios exigidos pela ANP e pelo Corpo de Bombeiros, é imprescindível para a obtenção de licenças e a aprovação das vistorias necessárias. 

Assim, um projeto de depósito de gás classe 4 deve contemplar aspectos como segurança, capacidade de armazenamento, organização do espaço e integração de equipamentos de combate a incêndio. Continue a leitura!

O que é um depósito de gás classe 4?

Os depósitos de gás são classificados conforme a capacidade de armazenamento e os requisitos técnicos estabelecidos pelas normas brasileiras. 

Especificamente, o projeto de depósito de gás classe 4 é aquele que possui uma área de armazenamento destinada a concentrar um volume maior de botijões, com uma capacidade máxima de até 12.480 kg de gás, equivalente a aproximadamente 960 botijões do tipo P3

Essa capacidade é significativamente superior quando comparada aos depósitos das classes 1, 2 e 3, onde os volumes de armazenamento são menores e os requisitos para a instalação também variam. 

A NBR 15514 estabelece a classificação das áreas de armazenamento de GLP com o objetivo de minimizar os riscos envolvidos no manuseio e estocagem de grandes volumes de gás. Para isso, a norma exige um planejamento técnico detalhado, uso de materiais apropriados e a instalação de equipamentos compatíveis com as exigências de segurança. Além disso, determina distanciamentos mínimos obrigatórios entre os componentes da instalação, evitando riscos de incêndios e explosões.

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Quais as medidas de um depósito de GLP classe 4?

Um projeto de depósito de gás classe 4 precisa atender a medidas específicas que garantam tanto a capacidade de armazenamento quanto a segurança operacional. Entre os principais requisitos, destacam-se:

  • Área mínima: a área destinada ao depósito deve ter, no mínimo, 13 metros de largura por 20 metros de comprimento, totalizando 260 m²;
  • Lote de atuação: dentro da área total, é necessário definir um lote de atuação com dimensões aproximadas de 4,0 metros por 5,0 metros (20 m²);
  • Corredor de circulação: deve ser previsto um corredor com pelo menos 1 metro de largura para facilitar a circulação de pessoas e equipamentos, possibilitando a evacuação rápida em caso de emergência;
  • Sinalização de segurança: o projeto deve contemplar a instalação de placas de advertência, sinalização de rotas de fuga e pontos de encontro, bem como a presença estratégica de extintores de incêndio;
  • Ventilação: uma ventilação adequada é essencial para evitar a concentração de gás no ambiente, reduzindo o risco de explosões ou incêndios.

Essas medidas garantem um armazenamento seguro do gás, mas também facilitam o manejo e a manutenção das instalações, promovendo um ambiente de trabalho seguro para os operadores e uma rápida resposta em emergências.

Veja como é uma planta para depósito de gás classe 4:

Requisitos técnicos para um depósito de gás classe 4

Para que um depósito de gás classe 4 seja considerado seguro e adequado às normativas vigentes, é necessário atender a uma série de requisitos técnicos.

A instalação deve ser posicionada a uma distância mínima de residências, comércios e vias públicas, a fim de reduzir os riscos em caso de incidentes. A escolha do local deve considerar a topografia, o fluxo de pessoas e a possibilidade de expansão.

O tamanho do depósito deve respeitar os limites mínimos e máximos permitidos pelas normas, garantindo que a área de armazenamento seja suficiente para o volume de gás previsto sem comprometer a segurança. 

No caso do depósito classe 4, as dimensões mínimas já apresentadas (260 m² para o depósito e 20 m² para o lote de atuação) são essenciais para manter os distanciamentos de segurança.

A quantidade de botijões permitida por metro quadrado deve ser rigorosamente observada. No depósito classe 4, o limite de 960 botijões (ou 12.480 kg de gás) é calculado para assegurar que haja espaço suficiente entre os equipamentos, evitando sobrecarga e riscos de contaminação ou propagação de incêndios.

Esses requisitos técnicos são base para a construção de um ambiente controlado e seguro, onde a integridade dos produtos e a segurança dos operadores sejam prioridades máximas.

Medidas de segurança essenciais

As medidas de segurança para um projeto de depósito de gás classe 4 são um dos pilares do projeto técnico. Elas, além de protegerem o patrimônio físico e os colaboradores, atendem às exigências das normas regulamentadoras.

Conforme definido pela NBR 15514, o depósito deve manter uma distância mínima em relação a outras construções, vias públicas e fontes de ignição (como sistemas elétricos expostos, áreas de combustão e equipamentos que possam gerar faíscas). 

Além dos extintores de incêndio, é necessário que o projeto inclua hidrantes e sistemas de alarme, bem como sinalização luminosa e tátil para orientar a evacuação em caso de emergência.

A manutenção regular dos equipamentos e das instalações também é fundamental para manter o ambiente seguro e alinhado às normas.

Essas medidas de segurança formam uma rede de proteção que minimiza os riscos operacionais e assegura a integridade dos trabalhadores e do ambiente ao redor do depósito.

Equipamentos de combate a incêndio

A segurança contra incêndios em depósitos de gás classe 4 depende, na maioria, da disponibilidade e eficácia dos equipamentos de combate a incêndio. Entre os principais dispositivos, destacam-se:

  • Extintores de incêndio: eles devem ser instalados em pontos estratégicos, de forma que haja fácil acesso a qualquer momento. A escolha deve ser baseada no tipo de fogo potencial (por exemplo, extintores de pó químico ou CO₂);
  • Hidrantes: a instalação de hidrantes próximos ao depósito é fundamental para atuação ágil;
  • Sinalizações claras: a sinalização deve indicar rotas de fuga, pontos de encontro e a localização dos equipamentos de combate a incêndio.

A correta instalação e manutenção desses equipamentos são essenciais para garantir a segurança das operações, reduzindo os riscos de danos graves em situações de emergência.

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Layout e estrutura física do depósito

O espaço do depósito deve ser planejado para otimizar a organização e garantir a segurança de todos os processos. 

O acesso à área deve ser feito por, no mínimo, duas aberturas com largura de 1,2 metros e altura de 2,1 metros, posicionadas preferencialmente nas extremidades da mesma lateral, em lados adjacentes ou opostos. 

Essas aberturas devem se abrir no sentido da saída, facilitando a evacuação em caso de emergência. Além disso, a área precisa estar cercada por muros com altura mínima de 1,8 metros, garantindo a segurança do local.

É essencial que haja uma separação clara entre botijões cheios e vazios, utilizando separadores físicos que evitam a mistura e facilitam a identificação do estado de cada equipamento. 

Além disso, a ventilação do local é essencial para evitar o acúmulo de gás, por isso aberturas estratégicas devem ser implementadas para garantir a circulação constante do ar. A utilização de pisos e paredes com características anti-chamas também é recomendada, reforçando a segurança do ambiente. 

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Normas de segurança aplicadas a um depósito classe IV

Em primeiro lugar, a NBR 15514 da ABNT estabelece diretrizes específicas para o armazenamento e movimentação de botijões de GLP, definindo critérios como distâncias mínimas de segurança entre os depósitos e outras edificações, além de requisitos técnicos para a instalação das áreas de armazenamento. 

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) impõe exigências específicas para o setor, assegurando que o armazenamento e a distribuição do gás atendam a padrões rigorosos de segurança e qualidade. Esses requisitos complementam as diretrizes da ABNT, reforçando a necessidade de conformidade com as melhores práticas do mercado.

A vistoria do Corpo de Bombeiros é fundamental para a obtenção do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), que atesta que a instalação está em conformidade com as normas de prevenção e combate a incêndios. 

Essa avaliação considera, entre outros aspectos, equipamentos de combate a incêndio, sinalização adequada e rotas de evacuação bem definidas.

Outro ponto essencial é a obtenção do alvará de funcionamento junto à prefeitura. Esse documento é obrigatório para que a revenda de GLP possa operar legalmente, e sua emissão está condicionada à regularidade da instalação perante as normas urbanísticas, ambientais e de segurança do município. 

Ou seja, além de seguir as exigências da NBR 15514, da ANP e de obter o AVCB do Corpo de Bombeiros, é preciso estar com toda a documentação aprovada pela prefeitura para garantir a legalidade da atividade e evitar sanções ou interdições futuras.

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